Hoje
é dia do professor. A data anda meio esquecida – não pelos profissionais da
área, mas por grande parte dos segmentos da sociedade brasileira.
Não
é esse, certamente, o motivo para não celebrar – com júbilo – o fato de professar
a profissão docente, que acontece no cotidiano das escolas, mesmo quando o mar pareça
estar para poucos peixes.
É
fato que alguns professores remam com os braços doridos, arrastados por ondas gigantes,
solapados por ventos fortes, desanimados com a pesca diária. O arrastão nem
sempre tem motivado a busca do bom pescado.

Há
os que ainda se encantam com o mar, não menos do que com os peixes, e, nesse
entrecruzar de encantamentos, tecem redes, trazem o pescado bom para o barco e o
encaminha a inesperados destinos.
Um
dia, desses marcados movimento da vida, no milagre da multiplicação dos peixes,
o remador-ensinante encontra um peixe ali numa clínica, num escritório, numa
loja, alguns na magistratura, na indústria, no esporte, no campo, e muitos
outros que retornam ao grande oceano onde se aprendeu, para, então ensinar e
atravessar canais, ondas e ventos novos.
Por
isso, hoje é dia de festa e de vida! Dia do Professor, apesar das águas
revoltas, dos peixes não fisgados e da própria necessidade de recuperar a
identidade profissional. É feliz quem, ao viver da pesca, a ela dá, não tira o
mar!
Texto originalmente publicado no Jornal Bom Dia Rio
Preto – outubro de 2008
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