Ruben
Alves destaca algo de que muito se fala: o sofrimento dos professores e, olhando
o avesso das coisas, prefere falar da alegria de ensinar, sobretudo, aquela que
torna o docente ensinante da felicidade.
No
entanto, observando o cotidiano da escola, nota-se que algumas lições
desaprendidas apagam, aos poucos, desejos e profecias de ensinar a felicidade.
Das
conversas com os professores – daquelas distantes do lugar comum – indisciplina
escolar, classes lotadas, más condições de trabalho, gestão autocrática,
desinteresse, analfabetismo e outros, quase sempre, fala-se sobre o desencanto
do final da jornada.

Fico a
pensar no final da carreira de muitos professores e lamento a arquitetura que
se apresenta no descortínio das luzes. A hora de ensarilhar das armas acontece
e entre a alegria de ter sido profissional e a melancolia do cenário, remeto-me
ao que Alves sugere sobre a indagação que se faz ao docente sobre a profissão e
que este deve responder: sou um pastor da alegria ... mas alerta - apenas seus
alunos, mestre, poderão atestar isso.
Rio
Preto, 08 de novembro de 2012.
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